Barbie e o mal-estar na civilização Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Afonso* Quando a gente era pequena e as crianças ainda brincavam com bonecos, nós tínhamos a Suzi. Era uma boneca tosca, uma espécie de Barbie piorada. Quando a Barbie chegou ao mercado brasileiro, já não éramos tão crianças assim. Mas pedimos uma para nossas mães, é claro! E fazíamos coisas incríveis com ela, como pintar seu cabelo com canetinha vermelha e raspar sua testa com uma navalha. Depois, inventávamos que ela tinha sofrido um acidente de moto e que tinha ficado desfigurada. Se fôssemos crianças agora, a gente teria mais opções para o Dia das Crianças. Afinal, nos anos 80 ainda não existiam brinquedos trash. Hoje, por exemplo, você pode pedir para o seu pai encomendar uma linha de bonecos bizarros na internet, os Trash TalkinDolls. São bonecos que falam, mas falam coisas bizarras e engraçadas. E bem grossas. Umas das que faz mais sucesso é uma versão Exu da Barbie, a Turleen. Turleen está grávida, mas mesmo assi...