Para me entender, saiba que é necessário enxergar mais do que os olhos veem, pois, o meu ser está nas entrelinhas da minha história, costurada com retalhos de sonhos numa busca ermo. Nunca me dei bem com a superficialidade, e quando assim se apresentava, o meu ser já estava em outra dimensão. As palavras não traduzem a profundidade dos meus anseios, e desta forma, algumas vezes acompanhada, mas sozinha comigo mesma, seguia. Abri portas, pulei janelas, andei descalça e segui por caminhos mais longos do que poderia suportar. Quando tudo estava pesado demais, a minha alma chorava, mas eu não. Boicotava a mim mesma até achar outra saída. Com o passar dos anos tudo foi ficando cinza, mas as pequenas flores, lindas e coloridas que encontrei, não me deixavam esquecer que valia a pena. Seguia. Julgaram, avaliaram, quantificaram os meus passos, mas os pés calejados eram os meus. A busca não era o que iria encontrar mais adiante, e sim, cuidar da estrada e encontrar-me na contemplação do simpl...